Abs.tra.ção s. f. 1. Ato ou efeito de abstrair ou abstrair-se; abstraimento. 2. Filos. Operação pela qual o espírito considera separadamente coisas inseparáveis na natureza. 3. O resultado dessa operação (conceito, idéia). 4. Estado de alheamento do espírito; devaneio, meditação. 5. Bel.-art. Trabalho de arte abstrata.
Soa meio complicado para mim! E pra vocês? Bom, só sei que, com um mínimo de informação/escolaridade, podemos, mesmo sem ler esta definição do 'pai dos burros', discernir o que é ou não abstrato. Uma imagem abstrata, uma idéia abstrata: tais conceitos soam como algo mais moderno/cult? Abstração remete a um conceito contemporâneo? Então vou colocar, abaixo, uma humilde foto de minha autoria, para que cada um opine sobre isso, apesar de eu nunca ter visto um sexo dos anjos tão absurdo vindo de minha pessoa, quanto mais num blog! Hahah :D
[ Renan, te agradeço muito pelo convite para participar aqui da Artisting Magazine. I still think you've overrated me! ]
segunda-feira, 24 de março de 2008
La Photographie.
Postado por biah às 19:44 3 comentários
TagZ Z: Fotografia
sábado, 15 de março de 2008
O medo do poeta
Sabe o que me perturba? O que realmente me mete medo? Morrer e não ser lembrado. Não por amigos e parentes, mas pelo mundo. Passar em branco pela terra é como nunca ter nascido. Infelizmente esse é um dos maus que assolam grandes gênios esquecidos. Podemos usar por exemplo um poeta mineiro que nasceu no início do século passado (1902) e como bom filho de seu estado natal, seguiu o movimento Modernista que se espalhava pelo mesmo. Sua poesia era fascinante, mais do que o próprio poeta em si, e esse é um medo que todo poeta possui, e se não possui, deveria possuir. O medo de ser lembrado pelas suas palavras e não pelo seu nome.
Todo mundo conhece aquele famoso trecho: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho” , mas quantos sabem quem o escreveu? Infelizmente, aqui no Brasil, às vezes, damos mais valor à obra do que ao autor em si. Os poetas são normalmente esquecidos, ou deixados de lado. Para quem não conhece o autor desse famoso poema, lhes apresento Carlos, ou como é mais conhecido: Carlos Drummond de Andrade.Com Drummond não foi muito diferente, apesar de ser um poeta extremamente conhecido e de muita influencia para sua geração, assim como o francês Rimbaud, citado no artigo anterior, Drummond nem sempre é visto ao lado de sua poesia. Dissocia-se ele de sua obra na maioria das vezes.
Todos nós sabemos quem foi Carlos Drummond de Andrade, mas poucos de nós sabem quais poesias famosas ele escreveu. Ele é venerado como grande poeta, mas esquecem de associar ao poeta a sua poesia. É como se víssemos o nome no fim do papel, e depois lêssemos o que o precede (o poema, o texto em si) sem unir um ao outro.
E isso não ocorre apenas com esse ilustre poeta. Outros grandes poetas sofrem do mesmo mal nessa terra injusta. Talvez por que nem todos os poetas daqui sejam tão interessantes quanto a sua poesia. De fato, afirmo que nem todos vivem o que escrevem, e isso chega a ser deprimente. Talvez seja por isso que cresce cada vez mais o numero de textos e poemas assinados como “anônimo” no lugar aonde deveria ostentar o nome de um possível autor.
Acredito que o poeta deve ser levado mais em conta do que o seu próprio trabalho, pois o mesmo só devera refletir o que ele é. Falar de algo sem ter vivido é como ensinar sem que ninguém tenha aprendido. É por isso mesmo que se especula muito sobre os versos de uma poesia. Podemos ver isso claramente quando o poeta em questão escreveu aquele famoso verso já citado, “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”, falaram tanto sobre esse pequeno trecho que o próprio teve que esclarecer que o poema falava apenas e só apenas de uma pedra de verdade e não de problemas ou dificuldades como se era pensado na época.
Até que ponto o poema fala diretamente e quando é que ele quer dizer outra coisa? Ninguém sabe ao certo. Às vezes nem o autor. Por isso, sigo um dos ditados mais conhecidos de Sigmund Freud: “Às vezes um charuto é apenas um charuto”. Drummond não teve a mais interessante das vidas, mais não deixou de ser um grande poeta. Por isso, recusem-se a crer que um poema é simplesmente anônimo. Não matem o poeta antes que ele mesmo o faça.
Apesar de que, como diz o ditado: poeta bom, é poeta morto.
Postado por Rodolpho Dutra às 23:23 5 comentários
TagZ Z: Poesia
sexta-feira, 14 de março de 2008
Ensaiando a cegueira ou encenando um outro olhar
Quando falamos de imagens no cinema, na fotografia ou em outros dispositivos derivados desses, pensamos na questão do VER e do OLHAR.
Postado por Anônimo às 19:43 1 comentários
TagZ Z: Cinema, Redatores Convidados
terça-feira, 11 de março de 2008
Mallu -
Uma das cantoras mais paradoxais que meus ouvidos já foram apresentados. Seu som é velho e ao mesmo tempo contemporâneo. Assim como seu jeito de menina, que se contrapõe com o de uma grande mulher. Suas influências são de "gente grande".
Postado por Anônimo às 21:05 4 comentários
TagZ Z: Música, Redatores Convidados
Poeta Maldito
Rimbaud, Jean-Nicolas Arthur Rimbaud. Esse foi o nome soletrado pelo livreiro de um desses sebos sujos do centro da cidade. Há muito tempo eu procurava por um poeta de qualidade que fosse de fora do país, caminhei por entre aquelas lojas de livros sem entender muito bem o que estava fazendo. Será que chegar no balcão e simplesmente dizer: "me vê um livro bom de poesia estrangeira" bastaria? Pois não é que bastou! O homem me trouxe uma tradução antiga de uns poemas do tal Rimbaud. Aquilo tudo se tornou maravilhoso nos dias seguintes, mas como todo bom escritor/poeta/jornalista/enxerido, não me contentei com apenas aquilo. Eu precisava absorver a alma daquele poeta.
Nos dias que se passaram, procurei por sua biografia e me senti cada vez mais interessado. Rimbaud era um simbolista, ou seja, escrevia por meio de uma linguagem simbólica. A poesia dele era daquela que te obrigava a parar pra pensar sobre o que tinha lido, não da forma chata como alguns poetas fazem hoje em dia, ou da forma como seus sucessores tentaram, em vão, fazer.
Desde jovem, Rimbaud já se mostrava como um gênio. Era Francês e entre quinze e dezenove anos escreveu seus melhores poemas, textos esses que influenciaram uma geração futura de jovem poetas e continua a se mostrar presente nos dias de hoje, apesar de não ter a mesma força de antes.
O jovem poeta se destacava por uma série de peculiaridades correspondentes à sua personalidade, que nem sempre foi muito bem explicada. muitas dessas peculiaridades podem ser consideradas lendas, mas a linha que divide o Rimbaud verdadeiro, do Rimbaud falso é tão tênue, que possivelmente nem existe. Desde cedo ele já assustava a burguesia e a sociedade local por causa de seus trajes rotos e seu cabelo grande. Usuário assumido de haxixe e absinto, manteve relações sexuais e casos amorosos com ambos os sexos, alem de claro, arrebatar corações desavisados por causa de seu charme e beleza quase andrógina.
André Guide o descrevia como um “poeta maldito”, e o mesmo parecia gostar de carregar essa alcunha, sempre mantida com a ajuda do álcool, ou como o próprio Rimbaud descrevia em suas poesias tão cheias de significado, “o famoso gole de veneno”.
Outra peculiaridade interessante sobre o poeta era o fato dele chamar a todas as suas amantes femininas pelo mesmo nome, como se ele tivesse idealizado uma mulher perfeita e sempre se referia a suas mulheres como sendo a mesma. Também houve o fato do mesmo ter ido para um exílio na África que acabou com a sua morte, exílio esse escolhido pelo próprio poeta logo depois do mesmo ter divagado sobre possivelmente ter inventado Rimbaud. Morria assim o poeta Rimbaud e nascia o contrabandista de armas Rimbaud (sim, o cara deixou de escrever poemas lindos e cheios de sentimento para ir vender armas na África do Norte).
Entre tantas coisas e mitos que cercam essa personalidade quase que mítica, encontramos um jovem de olhos claros e cabelos bagunçados. Rimbaud de fato tinha vindo para o mundo disposto a ser maior que a vida, e em apenas 37 anos de uma breve existência, conseguiu tal feito, influenciando toda uma geração de poetas franceses.
Assim foi a vida trágica de Rimbaud, único na história dos homens, só, eternamente só, enigmático e poético.
Postado por Rodolpho Dutra às 20:05 1 comentários
TagZ Z: Poesia
Ela não é uma Lenda
Ela protagoniza o último grande “ficção científica” de Hollywood, “Eu sou a Lenda” ( I am Legend, 2007) ao lado de Will Smith com a personagem Anna. Alice Braga desponta uma carreira de sucesso internacional aos 24 anos de idade e quase 10 anos de carreira. Recentemente esteve nas telas também por “Solo Dios Sabe” (2006), de Carlos Bolado e “Journey to the end of the Night” (2006), de Eric Eason. Atualmente é vista como uma das grandes atrizes do cinema nacional, eu não poderia dizer promessa porque esta ela já cumpriu.
Carregada de projetos nas costas e cobiçada pela Globo desde o convite para estrelar “Belíssima”, Alice Braga nunca subiu aos palcos e julga este o seu maior objetivo e seu maior medo; “Tenho medo do palco. Mas quero enfrentar”, diz ela. Sobrinha de Sonia Braga e filha de Ana Maria Braga (a atriz, não a cozinheira) ela já afirma antes de qualquer comparação: “É outra época, outro cinema, outra pessoa. A Sonia tem um fogo dentro dela, que eu não tenho. E nepotismo é algo que não funciona muito. É um exemplo de sonho virando realidade, mas não ajuda, muito menos atrapalha. As comparações acontecem porque tem essa coisa de sangue, sabe? As Bragas são baixinhas, falam rápido, são desbocadas”.
A atriz também teve grande visibilidade no seu primeiro longa-metragem “Cidade de Deus” (2002) de Fernando Meirelles, com quem já gravou muitos comerciais. A paixão pelo cinema nunca foi novidade, ela já sabia que esse era o seu destino. Seu pai, o jornalista Ninho Moraes, lembra que Alice sempre adorou o ambiente. “Um dia a levei para um teste de manhã. Sete horas depois, ela ainda estava no set, dando palpite, ajudando os outros”, conta ele, que só teve certeza de que ela seria atriz quando viu seu comprometimento em Cidade Baixa, filme que fez Alice ganhar prêmios nacionais e internacionais ao encarnar a prostituta Karina.
Aliás, “Cidade Baixa” (2005) foi um divisor de águas em sua carreira. Muitas atrizes de 21 anos escolhem testes de “Malhação” para iniciar sua carreira, já Alice estreiou em uma estória sobre o subúrbio carioca e se afirmou num drama passado longe dos cartões postais da alegre Salvador. Para viver Karina, Alice mergulhou dentro de si para buscar seu personagem. Em um trabalho mais humano do que prático ou ideológico. E por pouco Alice fica fora do elenco de Sérgio Machado, diretor do longa-metragem. “Alice era uma menina, a mulher não estava acontecendo”, diz Fátima Toledo preparadora de elenco. Sobre sua dificuldade, Alice se embasa no seu personagem: “É uma vida muito forte, você vive entre a vida e a morte 24 horas por dia. Sair do personagem não foi difícil porque a Fátima trabalha muito com o sensorial, o que nos dá mais controle do que o trabalho emocional”.
E a mudança não foi só na busca pelo personagem, foi uma mudança de comportamento em sua própria vida. Toda a entrega fez com que a menina se transformasse. “Em dois meses, ela se descobriu mulher, amadureceu quatro, cinco anos”, diz Sérgio Machado. Até a própria concorda: “Saí outra pessoa. Entrar numa barca dessas dá um amadurecimento. Vivendo um personagem que tem tanto problema, você reavalia as coisas: Eu dou valor à vida realmente? Ou só brinco de viver?”.
E o trabalho continua, Alice já gravou uma das grandes promessas do cinema mundial com um roteiro adaptado para meados de 2008. Ela está no elenco de "Blindness", adaptação do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. No mês que vem ela aparece em "Redbelt", com Rodrigo Santoro também no elenco, e para o meio do ano estréia "Crossing over". No momento ela grava em Hollywood "Repossession Mambo", de Miguel Sapochnik, que estréia em 2009.
Postado por Zeh Alsanne às 18:16 2 comentários
TagZ Z: Cinema, Comportamento
segunda-feira, 10 de março de 2008
Next Exit: Brazil
Pela 1º vez no Brasil, o quarteto nova iorquino Interpol, vem ao país com a turnê de seu último álbum, lançado em novembro do ano passado, "Our Love to Admire", sucessor de outros dois álbuns de sucesso: "Turn On the Bright Lights" (2002) e “Antics” (2004), sendo este mais recente, o 1º da banda em uma grande gravadora, a Capitol Records.
Essa nota foi escrita por Evelyn Oliveira, nossa redatora convidada que vai curtir o show do Interpol nessa quinta-feira na Fundição Progresso (Lapa, Rio de Janeiro).Valeu, Evelyn! :D
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Postado por Anônimo às 23:19 1 comentários
TagZ Z: Música, Redatores Convidados
Mulheres, dicas, mentiras e sexo
"Era uma vez uma singela e delicada menina que era perdidamente apaixonada pelo seu princípe encantado e fazia juras de amor..."
4º - não leve a sério nada que foi dito no meio de uma transa:
Postado por Nina 512 às 02:27 6 comentários
TagZ Z: Sexo
domingo, 9 de março de 2008
70' Culture*
Após os 80' e os 60' ficarem novamente em voga a vez e agora é dos 70' darem seu grito na moda brasileira. Anos que trouxeram altas revoluçoes na moda, os 70' trouxeram as pantalonas(calças com bocas extremamente grandes), os micro vestidos e um alto teor de androginia (a lá David Bowie). Vivienne Westwood, que apostou no punk e no Glam , foi uma das principais estilitas desse período.
O conceito de 70' foi trazido agora nas semanas de moda brasileira (Sao Paulo Fashion Week e Fashion Rio) em importantes griffes como Zoomp e Ellus. Nesse inverno aposte não só na androginia mas também na pantalona de cintura alta que é a cara das trend-setters, tem perfume dos anos 70 e é perfeita para as festas mais fervidas da temporada.Usada com tops cheios de brilho, carteiras e óculos-borboleta.
Croqui Artístico Referencial feito no dia 16/02 após a
Semana de Moda do Rio, por Luccas Leoni.
Postado por Luccas Leoni às 19:11 5 comentários
TagZ Z: Moda
I am Jack's Wasted Life
Postado por Anônimo às 14:08 0 comentários
TagZ Z: Cinema
sexta-feira, 7 de março de 2008
Planet Waves

Eis aqui uma tentativa de fazer uma revista eletrônica sobre cultura e arte no Brasil e também fora dele. Sejam benvindos a essa mais nova magazine virtual que hoje trata de falar sobre a vinda de Bob Dylan à terra das bananas.
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Dono de uma voz completamente fora dos padrões e com forte influência na música pop em geral, Robert Allen Zimmerman, o Bob Dylan, volta ao Brasil após dez anos para estrear no Brasil sua nova turnê "Never Ending Tour" que já deu o ar de sua graça na última quarta-feira (5) no Via Funchal, em São Paulo.
22h. Usando um paletó prata e chapéu preto, Dylan sobe ao palco escuro. Seu rosto, a platéia consegue enxergar com dificuldade. 2.600 pessoas ansiosas pelos primeiros acordes de "Leopard-skin pill-box hat" que abre a noite.
O Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme "Garotos Incríveis", que acompanha o cantor em todos os seus shows sempre que toca "Things haved changed", surgiu encima do amplificador e lá ficou durante toda a música.
Quase no final do espetáculo, ao tocar "Highway 61 revisited" e "Summer Days", o público se levantou e cantou junto com Dylan que mais uma vez inovou e tocou "Like a Rolling Stone", última música do show, com um novo arranjo que contrariou boa parte do público.
No famoso Bis, o astro blasée tocou "Thunder on the mountain" e "All along the watchtower", clássico na voz de Jimi Hendrix. 23h40. Bob Dylan sai do palco, nenhuma palavra foi dita, apenas cantada e o público sai insatisfeito com a frigidez do astro norte-americano.
Amanhã é dia de Dylan no Rio de Janeiro.
Vejamos o que ele nos reserva de novo (ou não).
Postado por Anônimo às 05:19 1 comentários
TagZ Z: Música



