terça-feira, 11 de março de 2008

Ela não é uma Lenda

Ela protagoniza o último grande “ficção científica” de Hollywood, “Eu sou a Lenda” ( I am Legend, 2007) ao lado de Will Smith com a personagem Anna. Alice Braga desponta uma carreira de sucesso internacional aos 24 anos de idade e quase 10 anos de carreira. Recentemente esteve nas telas também por “Solo Dios Sabe” (2006), de Carlos Bolado e “Journey to the end of the Night” (2006), de Eric Eason. Atualmente é vista como uma das grandes atrizes do cinema nacional, eu não poderia dizer promessa porque esta ela já cumpriu.

Carregada de projetos nas costas e cobiçada pela Globo desde o convite para estrelar “Belíssima”, Alice Braga nunca subiu aos palcos e julga este o seu maior objetivo e seu maior medo; “Tenho medo do palco. Mas quero enfrentar”, diz ela. Sobrinha de Sonia Braga e filha de Ana Maria Braga (a atriz, não a cozinheira) ela já afirma antes de qualquer comparação: “É outra época, outro cinema, outra pessoa. A Sonia tem um fogo dentro dela, que eu não tenho. E nepotismo é algo que não funciona muito. É um exemplo de sonho virando realidade, mas não ajuda, muito menos atrapalha. As comparações acontecem porque tem essa coisa de sangue, sabe? As Bragas são baixinhas, falam rápido, são desbocadas”.

A atriz também teve grande visibilidade no seu primeiro longa-metragem “Cidade de Deus” (2002) de Fernando Meirelles, com quem já gravou muitos comerciais. A paixão pelo cinema nunca foi novidade, ela já sabia que esse era o seu destino. Seu pai, o jornalista Ninho Moraes, lembra que Alice sempre adorou o ambiente. “Um dia a levei para um teste de manhã. Sete horas depois, ela ainda estava no set, dando palpite, ajudando os outros”, conta ele, que só teve certeza de que ela seria atriz quando viu seu comprometimento em Cidade Baixa, filme que fez Alice ganhar prêmios nacionais e internacionais ao encarnar a prostituta Karina.

Aliás, “Cidade Baixa” (2005) foi um divisor de águas em sua carreira. Muitas atrizes de 21 anos escolhem testes de “Malhação” para iniciar sua carreira, já Alice estreiou em uma estória sobre o subúrbio carioca e se afirmou num drama passado longe dos cartões postais da alegre Salvador. Para viver Karina, Alice mergulhou dentro de si para buscar seu personagem. Em um trabalho mais humano do que prático ou ideológico. E por pouco Alice fica fora do elenco de Sérgio Machado, diretor do longa-metragem. “Alice era uma menina, a mulher não estava acontecendo”, diz Fátima Toledo preparadora de elenco. Sobre sua dificuldade, Alice se embasa no seu personagem: “É uma vida muito forte, você vive entre a vida e a morte 24 horas por dia. Sair do personagem não foi difícil porque a Fátima trabalha muito com o sensorial, o que nos dá mais controle do que o trabalho emocional”.


E a mudança não foi só na busca pelo personagem, foi uma mudança de comportamento em sua própria vida. Toda a entrega fez com que a menina se transformasse. “Em dois meses, ela se descobriu mulher, amadureceu quatro, cinco anos”, diz Sérgio Machado. Até a própria concorda: “Saí outra pessoa. Entrar numa barca dessas dá um amadurecimento. Vivendo um personagem que tem tanto problema, você reavalia as coisas: Eu dou valor à vida realmente? Ou só brinco de viver?”.


E o trabalho continua, Alice já gravou uma das grandes promessas do cinema mundial com um roteiro adaptado para meados de 2008. Ela está no elenco de "Blindness", adaptação do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles. No mês que vem ela aparece em "Redbelt", com Rodrigo Santoro também no elenco, e para o meio do ano estréia "Crossing over". No momento ela grava em Hollywood "Repossession Mambo", de Miguel Sapochnik, que estréia em 2009.

2 comentários:

Rafaela Tavares disse...

amiguuuuu
meu jornalista preferidoo!

biah disse...

O_O

ela é filha da ana maria braga?????

deus meu! ia morrer SEM

excelente post, zeh... a gente tem que valorizar mais os artistas e cineastas nacionais mesmo.

beijossss