sexta-feira, 7 de março de 2008

Planet Waves


Eis aqui uma tentativa de fazer uma revista eletrônica sobre cultura e arte no Brasil e também fora dele. Sejam benvindos a essa mais nova magazine virtual que hoje trata de falar sobre a vinda de Bob Dylan à terra das bananas.

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Dono de uma voz completamente fora dos padrões e com forte influência na música pop em geral, Robert Allen Zimmerman, o Bob Dylan, volta ao Brasil após dez anos para estrear no Brasil sua nova turnê "Never Ending Tour" que já deu o ar de sua graça na última quarta-feira (5) no Via Funchal, em São Paulo.

22h. Usando um paletó prata e chapéu preto, Dylan sobe ao palco escuro. Seu rosto, a platéia consegue enxergar com dificuldade. 2.600 pessoas ansiosas pelos primeiros acordes de "Leopard-skin pill-box hat" que abre a noite.

Dylan costuma variar o seu repertório em cada show. Os arranjos variam da mesma maneira. Músicas muito conhecidas como "It ain't me, babe" e "Master of war" ficaram irreconhecíveis e causaram silêncio na platéia que não arriscou cantar junto com o astro.
O Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme "Garotos Incríveis", que acompanha o cantor em todos os seus shows sempre que toca "Things haved changed", surgiu encima do amplificador e lá ficou durante toda a música.

Quase no final do espetáculo, ao tocar "Highway 61 revisited" e "Summer Days", o público se levantou e cantou junto com Dylan que mais uma vez inovou e tocou "Like a Rolling Stone", última música do show, com um novo arranjo que contrariou boa parte do público.

No famoso Bis, o astro blasée tocou "Thunder on the mountain" e "All along the watchtower", clássico na voz de Jimi Hendrix. 23h40. Bob Dylan sai do palco, nenhuma palavra foi dita, apenas cantada e o público sai insatisfeito com a frigidez do astro norte-americano.

Amanhã é dia de Dylan no Rio de Janeiro.
Vejamos o que ele nos reserva de novo (ou não).

1 comentários:

Anônimo disse...

eu fui ao show antes de morrer! *-*